Saia justa – como ensinar as crianças a não falar palavrão?

29/09/2011 22:16

 

Alguém aqui já passou por uma saia justa porque o filho aprendeu e agora não para mais de falar palavrão? Bom, esta é uma daquelas situações que as mamães ficam com ligeira vontade de dar uma sumidinha do mapa! Imagine, uma criança tão bonitinha e meiga falando as piores palavras para avós, amiguinhos, professores, muitas vezes sem nem mesmo saber seus significados… Então, vamos lá: como contornar o problema e ensinar os pequenos a não falarem mais palavrão?

A psicopedagoga Debora Corigliano explica que as crianças falam palavrões por imitação do adulto. “Por volta dos 3, 4 anos a criança ouve, por exemplo, o pai falando euforicamente um palavrão ao assistir um jogo de futebol, em outro momento semelhante ela repetirá esta ação, sem saber o significado do palavrão. Apenas por repetição, e por acaso se alguém achar engraçadinho ela repetirá em vários momentos”.

Uma observação importante, ela diz, é perceber em que situação a criança fala o palavrão, e desta forma saber como e com quem ela aprendeu. “Por exemplo, se a criança começa a falar ‘bunda’ em qualquer contexto, é sinal de que ela aprendeu com um amigo e nem sabe ao certo o significado e em que contexto usar. Porém se ela fala um palavrão mais carregado e com a entonação e colocação corretas, é sinal que ela aprendeu com um adulto”.

E é aí que entra o bom exemplo dos pais como forma eficiente de ensinar os pequenos a não pronunciarem palavras tão feias. “A criança aprende pelo exemplo, o mais correto é que não falem palavrões em frente a criança. Caso ela já tenha este hábito, o melhor é não dar ênfase, pois assim ela perderá o foco”, diz a psicopedagoga.

E castigo, resolve? “Neste caso, não. O mais correto é sempre pedir ao filho que não repita esta palavra, pois ela não é certa, e nesta ocasião sugerir outra para que ele possa expressar o mesmo sentimento que o fez falar o palavrão”.

Bom, na tentativa de bem educar, há pais que acabam liberando os palavrões em determinadas situações. Por exemplo, ‘entre os amiguinhos pode, mas na frente do vovô e da vovó, não’. Segundo Debora Corigliano, porém, “a criança não tem essa percepção como o adulto . Por esse motivo, o melhor a fazer é evitar o palavrão em qualquer situação”.

Já no caso dos filhos deixarem de falar palavrão em casa mas continuarem na escola, a psicopedagoga diz que os professores terão que entrar em ação. “A escola saberá trabalhar esta questão. Pois se isso só acontece lá, é porque há um estímulo que leve a criança a fala. Neste ponto a própria escola deverá resolver esta questão, chamando os pais do aluno que pronuncia estas palavras que por sua vez acaba por influenciar os outros”.

Fonte: https://maesefilhos.com

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