Propriá realiza concurso de poesia falada

26/01/2012 21:56

 

Em uma noite emocionante, foi realizado nesta quarta-feira, o concurso de poesia falada, "Poeta João Fernandes de Britto", marcando mais uma programação do XXV Encontro Cultural de Propriá. Para escolher os ganhadores, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura selecionou 12 trabalhos, que foram publicados previamente neste site. O poesia vencedora foi “Recordando Propriá, de autoria de Antônio Pedro Caldas. O vencedor faturou um prêmio de R$ 1000. A premiação de melhor intérprete saiu para Ivilmar dos Santos Gonçalves, que também ficou como o vice-campeão de melhor poesia intitulada “Pequenos Calotes Diários”   

 

De acordo com o prefeito José Américo Lima, com a realização da festa do Bom Jesus dos Navegantes e Encontro Cultural, Propriá reassume em 2012 o compromisso com a cultura popular do Estado. “Seja através das apresentações artísticas e culturais ou deste concurso de poesia falada, o nosso intuito é fazer com que este seja mais um passo na retomada à glória de outros tempos, já que esta cidade é um celeiro de grandes mestres nas artes”, afirmou Américo.

 

O Secretário Municipal de Cultura e Meio Ambiente, José Alberto Amorim, agradeceu ao prefeito José Américo e à equipe de trabalho empenha na realização do concurso de poesia falada João Fernandes de Britto. “O resgate deste encontro representa o estímulo à produção poética, artística e cultural nesta cidade e em todo o Estado. Por este motivo, é que neste momento quero agradecer o empenho do prefeito José Américo Lima e à toda equipe da Prefeitura, que se empenhou na realização deste concurso tão brilhante”, acrescentou Amorim.

 

Esta foi a poesia vencedora

Recordando Propriá - Antônio Pedro Caldas.

 

Depois de velho e cansado

Residindo em outro Estado

Com tantas rugas na testa

Vim procurar um abrigo

Na casa de um amigo

Pra falar sobre esta festa.

 

Vim recordar o passado

Ao velho Chico encostado

Perguntando em Propriá

Cadê o nosso navio

Que navegou neste Rio

Aonde será que ele, está?

 

Ele Nunca naufragou

Se venderam, alguém comprou

De quem será que ele é?

Outra pergunta da boa

Cadê a maior canoa

Com o nome de Canindé

 

Respondam sem brincadeira

Quem comprou a salineira

E a canoa campinas

Outra pergunta suave

Cadê nossa Marialves

De todas, a mais grã fina?

 

Esta canoa descia

No outro dia subia

Fazendo a gente sorrir

Trazendo seus passageiros

Lembro até do canoeiro

Era o mudo Davi.

 

Outras que eu não lembro mais

Que passavam por São Bras

Subindo para o sertão

Às vezes sem levar nada

Mas voltavam carregadas

Com arroz, milho e feijão

Hoje olhando nosso rio

 

Com seu leito vazio

Dá uma dor no coração

Digo na rima modesta

Ainda fazem esta festa

Por causa da tradição

 

Mas Jesus Cristo está vendo

O velho Chico morrendo

E eu perante à luz

Eu tenho a maior certeza

Quem destrói a natureza

Não acredita em Jesus

 

Agora pra terminar

Vou pedir em Propriá

Aumentando a minha voz

Grito e peço neste instante

Ao Bom Jesus dos Navegantes

Que proteja a todos nós. 


Fonte/Autor: COCS Propriá. Texto e fotos Diego Góes

Fonte: propria.se.gov.br

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