Desigualdade: rico ganha 39 vezes mais do que o pobre

17/11/2011 08:08

A desigualdade de renda no Brasil ainda é enorme. Dados do Censo 2010, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados nesta quarta-feira (16/11), revelam que no Brasil os 10% mais ricos possuem renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres.

Significa dizer que, para um cidadão que se encontra na faixa mais pobre da população e ganha R$ 137,06 chegar à renda média mensal de um mais rico, que ganha R$ 5.345,22, ele teria de juntar o que recebe por três anos e três meses. 

De acordo com o IBGE, enquanto os 10% mais pobres recebia somente 1,1% do total de rendimentos, os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do total. A pesquisa ainda revela que o rendimento médio na camada do 1% mais rico é de R$ 16.560,92. As informações levam em consideração a população de 101,8 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade e algum tipo de rendimento no ano passado. A renda média mensal foi de R$ 1.202,00.

O Iinstituto também calculou que a renda mensal per capita é de R$ 668,00, considerando os habitantes de todas as idades. O Censo, contudo, indica que 50% da população recebiam até R$ 375,00 por mês, muito menos que o salário mínimo em vigor na época (R$ 510,00).

Cidades

Pela pesquisa, as cidades de médio porte, que têm população entre 10 mil e 50 mil habitantes foram as que registraram maior índice de pobreza. Em média, 6,3% das pessoas nos municípios de 10 mil a 20mil habitantes viviam com rendimento domiciliar per capita de R$ 70,00.

Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, menos de 2% recebiam até R$ 70,00 per capita e aproximadamente 25% vivia com até meio salário mínimo de rendimento domiciliar per capita.

Cor e gênero

Enquanto o grupo dos pretos, pardos e indígenas tiveram rendimentos médios mensais de R$ 834,00, R$ 845,00 e R$ 735,00, respectivamente, os brancos receberam R$ 1.538,00  e amarelos, R$ 1.574,00.

Os homens ganhavam 42% a mais do que as mulheres. Eles passaram a receber R$ 1.395,00 ante R$ 984,00. Metade da ala masculina do país ganhava até R$ 765,00, aproximadamente 50% a mais do que metade das mulheres (até R$ 510,00).

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